O NÃO COMPREENDIDO
Apenas por amor vou em frente,
e é sempre apenas por amor que eu reduzo.
Às vezes certo,
às vezes meio confuso.(Ira)
Tem certas coisas que eu preciso contar,
mas não consigo,
não consigo mesmo,
por mais que eu tente.
Talvez sobre um amor perdido.
Um país que não se salvou,
um povo que dormiu,
apesar da manhã radiosa.
O que será que quero tanto dizer
?
Acordar alguém
em algum lugar,
que eu não sei qual.
Preencher um velho caderno
que ainda tem as últimas cinco páginas,
nunca concluídas,
nunca mais tocadas.
Que terrível desprezo
pelo que foi tão caro.
Louco de saudades,
mas do que
eu não sei.
Esse peito manchado, machucado, mutilado.
Jogo esse poema no ar.
Ele se dissipa,
como penas de um travesseiro.
Vai tocar teu rosto,
relembrar aquele tempo que não existiu.
Peço socorro
de um perigo não visto,
mas na eminência de me matar.
e é sempre apenas por amor que eu reduzo.
Às vezes certo,
às vezes meio confuso.(Ira)
Tem certas coisas que eu preciso contar,
mas não consigo,
não consigo mesmo,
por mais que eu tente.
Talvez sobre um amor perdido.
Um país que não se salvou,
um povo que dormiu,
apesar da manhã radiosa.
O
que será que quero tanto dizer
que será que quero tanto dizer
que será que quero tanto dizer
que será que quero tanto dizer
?
Acordar alguém
em algum lugar,
que eu não sei qual.
Preencher um velho caderno
que ainda tem as últimas cinco páginas,
nunca concluídas,
nunca mais tocadas.
Que terrível desprezo
pelo que foi tão caro.
Louco de saudades,
mas do que
eu não sei.
Esse peito manchado, machucado, mutilado.
Jogo esse poema no ar.
Ele se dissipa,
como penas de um travesseiro.
Vai tocar teu rosto,
relembrar aquele tempo que não existiu.
Peço socorro
de um perigo não visto,
mas na eminência de me matar.
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